domingo, 19 de setembro de 2010
Condutor de visitantes - Turismo de Aventura
Falar sobre condutor de visitantes no Turismo de Aventura ou particularmente no Ecoturismo é uma tarefa fácil, o difícil é entender a sua participação no contexto empresarial e a sua importância no âmbito da segurança, responsabiliade, capacitação, comprometimento com a ampresa e objetivos com quem ele se relaciona e sobretudo a sua segurança pessoal e a do grupo.
De acordo com a definição da ABETA, o condutor é o principal responsável por superar as expectativas dos clientes. Para tanto precisará desempenhar o seu papel de forma adequada, através de sua postura profissional, mantendo sempre o equilíbrio entre as atividades, o meio ambiente, a ética e o respeito às normas de segurança.
O modo como orienta e se relaciona com os clientes é que fará a diferença na qualidade dos serviços prestados.
O turismo, mais especificamente o Ecoturismo, é uma das atividades entendidas como visitação em parques nacionais, assim como a recreação e a educação ambiental. A contratação de guias ou condutores de visitantes, moradores em torno da unidade é uma forma de gerar rendas para as comunidades visinhas ao parque.
É importante destacar a diferença conceitual existente entre os profissionais conhecidos como guias e aqueles conhecidos como condutores de visitantes ou monitores ambientais. Tanto guias quanto condutores podem servir de elo entre o ecoturista e o patrimônio natural e cultural da região.
O guia de turismo é uma profissão regulamentada pela Lei nº 8.623 de 28.01.93.
A EMBRATUR é responsável por cadastrar os guias, que são formados por escolas credenciadas de acordo com um currículo definido pela legislação. Por outro lado, a atividade do condutor de visitantes não é regulamentada. Com exceção do Estado de São Paulo que criou regulamentação própria para o credenciamento de monitores ambientais para o ecoturismo e a educação ambiental nas unidades de conservação do Estado de São Paulo (SMA/SP, 1998).
Como a atividade de condutor de visitantes não é uma atividade regulamentada, não existe uma forma legal de entrar neste mercado. A grande maioria dos condutores iniciaram suas atividades visitando parques, guiandos amigos, acompanhando condutores mais experientes. Poucos iniciaram as atividades com algum curso seja qual for, e muitos poucos foram contratados por operadoras mais pela indicação do que pela formação. Com o tempo graças à iniciativas da ABETA (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura), SEBRAE e MTUR., pode-se capacitar tantos os empresários do ramo bem como os condutores de visitantes, para atenderem as normas da ABNT e a segurança geral dos clientes, meio ambiente.
Haroldo Alves da Silva
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